Quinta-feira, Julho 18, 2024

Penamacor tem este ano mais menores sinalizados na Comissão de Proteção

O número de menores acompanhados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Penamacor está a aumentar este ano, enquanto o número de estrangeiros, significativo no concelho, regista uma diminuição.

A informação foi adiantada à agência Lusa pela presidente do organismo, Cristiana Santos, que hoje promove o colóquio “Intervenção e articulação em contexto protetivo”, para assinalar os 14 anos da CPCJ de Penamacor e discutir, com vários atores, a intervenção que tem vindo a ser feita, “invisível para a comunidade, mas cada vez com maior impacto”.

Segundo a responsável, em 2023 foram sinalizadas 32 crianças e este ano, até ao momento, foram reportados 26 menores em risco.

Cristiana Santos afirmou não ter dados que sustentem a afirmação, mas acrescentou que este aumento não tem necessariamente de estar relacionado com a existência de mais casos, mas a uma sociedade mais sensibilizada e alerta para estas situações.

Em Penamacor, no distrito de Castelo Branco, reside uma significativa comunidade estrangeira e a presidente da CPCJ adiantou que, no ano passado, 40% dos casos sinalizados foram de menores estrangeiros.

Nos primeiros cinco meses do ano, essa percentagem caiu para 30%, embora a técnica tenha salientado que, nesta área, e evolução “não é uma linha contínua” e pode haver oscilações “de um momento para o outro”.

Além de trabalhar a prevenção com a comunidade, Cristiana Santos realçou existir também a preocupação em fazer a ligação à comunidade estrangeira, muitas vezes dispersa pelo território e residente em locais remotos.

É também importante desmistificar ideias erradas associadas às CPCJ, especialmente junto de quem vem de fora e relaciona esses organismos a sistemas de países onde funcionam de forma diferente, sustentou, vincando que importa atuar atempadamente.

“Existem sistemas em que muitas vezes a proteção é associada logo à retirada das crianças e é com essa ideia que nós queremos quebrar. Não queremos criar problemas às pessoas. Não queremos que as crianças sejam tiradas. O que nós sabemos é que, quanto mais cedo nos chegarem as sinalizações, melhor é a intervenção”, enfatizou, em declarações à agência Lusa, a presidente da CPCJ de Penamacor.

Cristiana Santos salientou que o objetivo é chegar aos menores em risco o mais cedo possível e “não deixar que as situações se agravem”.

Se no ano passado a situação de perigo mais diagnosticada foi a negligência, a falta de supervisão e acompanhamento familiar, este ano a maior problemática está relacionada com a violência doméstica, a exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e o desenvolvimento das crianças, informou ainda a presidente da CPCJ do município.

A faixa etária mais representativa é a de rapazes entre os 11 e os 14 anos.

As escolas e as forças de segurança são as entidades que mais casos sinalizam, embora também se verifiquem alertas anónimos por parte da comunidade.

A responsável mencionou a importância de quem está na CPCJ ter mais horas disponíveis para essa tarefa e para ter mais tempo para a “intervenção direta”, uma vez que há as reuniões semanais, é necessário cuidado e minúcia na análise dos processos e não “há ninguém a tempo inteiro”.

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Penamacor tem este ano mais menores sinalizados na Comissão de Proteção

O número de menores acompanhados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Penamacor está a aumentar este ano, enquanto o número de estrangeiros, significativo no concelho, regista uma diminuição.

A informação foi adiantada à agência Lusa pela presidente do organismo, Cristiana Santos, que hoje promove o colóquio “Intervenção e articulação em contexto protetivo”, para assinalar os 14 anos da CPCJ de Penamacor e discutir, com vários atores, a intervenção que tem vindo a ser feita, “invisível para a comunidade, mas cada vez com maior impacto”.

Segundo a responsável, em 2023 foram sinalizadas 32 crianças e este ano, até ao momento, foram reportados 26 menores em risco.

Cristiana Santos afirmou não ter dados que sustentem a afirmação, mas acrescentou que este aumento não tem necessariamente de estar relacionado com a existência de mais casos, mas a uma sociedade mais sensibilizada e alerta para estas situações.

Em Penamacor, no distrito de Castelo Branco, reside uma significativa comunidade estrangeira e a presidente da CPCJ adiantou que, no ano passado, 40% dos casos sinalizados foram de menores estrangeiros.

Nos primeiros cinco meses do ano, essa percentagem caiu para 30%, embora a técnica tenha salientado que, nesta área, e evolução “não é uma linha contínua” e pode haver oscilações “de um momento para o outro”.

Além de trabalhar a prevenção com a comunidade, Cristiana Santos realçou existir também a preocupação em fazer a ligação à comunidade estrangeira, muitas vezes dispersa pelo território e residente em locais remotos.

É também importante desmistificar ideias erradas associadas às CPCJ, especialmente junto de quem vem de fora e relaciona esses organismos a sistemas de países onde funcionam de forma diferente, sustentou, vincando que importa atuar atempadamente.

“Existem sistemas em que muitas vezes a proteção é associada logo à retirada das crianças e é com essa ideia que nós queremos quebrar. Não queremos criar problemas às pessoas. Não queremos que as crianças sejam tiradas. O que nós sabemos é que, quanto mais cedo nos chegarem as sinalizações, melhor é a intervenção”, enfatizou, em declarações à agência Lusa, a presidente da CPCJ de Penamacor.

Cristiana Santos salientou que o objetivo é chegar aos menores em risco o mais cedo possível e “não deixar que as situações se agravem”.

Se no ano passado a situação de perigo mais diagnosticada foi a negligência, a falta de supervisão e acompanhamento familiar, este ano a maior problemática está relacionada com a violência doméstica, a exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e o desenvolvimento das crianças, informou ainda a presidente da CPCJ do município.

A faixa etária mais representativa é a de rapazes entre os 11 e os 14 anos.

As escolas e as forças de segurança são as entidades que mais casos sinalizam, embora também se verifiquem alertas anónimos por parte da comunidade.

A responsável mencionou a importância de quem está na CPCJ ter mais horas disponíveis para essa tarefa e para ter mais tempo para a “intervenção direta”, uma vez que há as reuniões semanais, é necessário cuidado e minúcia na análise dos processos e não “há ninguém a tempo inteiro”.

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