Enfermeiros especialistas em Saúde Familiar apontados como decisivos para reforçar eficiência das USF

O Instituto Politécnico da Guarda considera que os enfermeiros especialistas em Saúde Familiar serão centrais para tornar as Unidades de Saúde Familiar mais eficientes na prestação de cuidados integrados e contínuos às famílias e às comunidades. A posição é defendida por Inês Fonseca, professora do IPG e coordenadora do Mestrado em Enfermagem Comunitária.

Segundo a responsável, a abertura da área de especialização em Saúde Familiar no mestrado, lecionado na Escola Superior de Saúde, tem atraído mais estudantes e deverá ajudar a colmatar a escassez de profissionais com esta especialidade, apontada como particularmente relevante na região. O curso passa a integrar duas áreas de especialização, Saúde Pública e Comunitária e Saúde Familiar, uma aposta que, de acordo com o IPG, se traduziu num aumento significativo das candidaturas à vertente de Saúde Familiar.

Inês Fonseca sublinha que o enfermeiro especialista em Saúde Familiar assume um papel de referência nos cuidados de saúde primários, acompanhando famílias e indivíduos ao longo do ciclo de vida, com enfoque na promoção da saúde, na prevenção da doença e na gestão de situações de maior complexidade. A docente acrescenta que esta orientação responde também ao quadro legislativo que regula o funcionamento das USF, prevendo a integração gradual de um número crescente de enfermeiros com esta especialidade.

Este tema estará em destaque nas primeiras Jornadas Internacionais de Saúde Comunitária e Familiar, agendadas para sexta feira, 16 de janeiro, e sábado, 17 de janeiro, na Guarda. O encontro vai centrar se na reflexão sobre desafios como o envelhecimento da população, o aumento da multimorbilidade, as desigualdades sociais em saúde e a necessidade de reforçar a literacia em saúde.

A iniciativa contará com participação da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Familiar, da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar e da Ordem dos Enfermeiros, e inclui conferências e debates sobre multiculturalidade, prevenção da violência ao longo do ciclo de vida, ontologias em enfermagem e integração da terapia familiar nos cuidados de saúde. O programa contempla ainda um primeiro dia dedicado à enfermagem comunitária baseada na evidência, com comunicações e pósteres, e um segundo dia com conferências e uma mesa redonda sobre estratégias de intervenção na saúde familiar.

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