O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, manifestou esta quinta-feira a intenção de propor o adiamento, por uma semana, da segunda volta das eleições presidenciais, atualmente marcada para o próximo domingo, 8 de fevereiro.
A posição foi assumida durante um almoço com autarcas do Chega, no Algarve, onde André Ventura anunciou que pretende levar a proposta aos seus adversários, António José Seguro e Marcelo Rebelo de Sousa, bem como às entidades competentes, incluindo a Comissão Nacional de Eleições.
Segundo o candidato, o objetivo é garantir que todos os portugueses possam exercer o direito de voto “em condições de igualdade”. André Ventura considera que o atual contexto, marcado pelos efeitos do mau tempo e por situações sociais graves, não assegura essas condições a uma parte significativa da população.
“Não vamos obrigar pessoas que estão sem teto, sem alimentação, em angústia permanente, a terem de ir votar”, afirmou, defendendo que a questão em causa é de igualdade, humanidade e dignidade. Para o candidato, adiar o ato eleitoral por uma semana permitiria que os cidadãos cumprissem o seu dever cívico em melhores circunstâncias.
Ventura reiterou que irá apresentar formalmente a proposta ao outro candidato, ao Presidente da República e aos vários poderes municipais, sublinhando que votar é um dever, mas que o país pode “prescindir de uma semana” para garantir condições mais justas para todos.
Na sua perspetiva, a realização das eleições no contexto atual levanta sérias reservas quanto à equidade do processo. “Metade do país a votar e outra metade a não votar? Isto faz algum sentido?”, questionou.
A segunda volta das eleições presidenciais mantém-se, para já, agendada para domingo, 8 de fevereiro, não havendo até ao momento qualquer decisão oficial sobre um eventual adiamento.