Bloco de Esquerda da Guarda e Castelo Branco pede resposta rápida para a Linha da Beira Baixa

As Coordenadoras Distritais do Bloco de Esquerda da Guarda e de Castelo Branco manifestaram preocupação com a interrupção da circulação na Linha da Beira Baixa, considerando que a situação está a penalizar as populações do interior e a agravar problemas de mobilidade num território já marcado por desigualdades no acesso a serviços e infraestruturas.

Em comunicado conjunto, o partido recorda que, na sequência das tempestades de fevereiro, a circulação ferroviária entre Abrantes e Covilhã/Guarda foi interrompida devido a derrocadas e a danos significativos na infraestrutura. Segundo a informação divulgada, a reparação total da plataforma ferroviária e a estabilização das encostas poderão prolongar-se por vários meses, estando a reabertura prevista apenas para setembro.

O Bloco de Esquerda sustenta que as alternativas rodoviárias criadas para substituir o serviço ferroviário são insuficientes, apontando prejuízos diretos para trabalhadores, estudantes e restantes utentes que dependem da linha para deslocações diárias. O partido alerta ainda para o impacto económico que esta interrupção prolongada poderá ter na região, numa fase marcada pela Páscoa e pela aproximação do verão.

No documento, as estruturas distritais da Guarda e de Castelo Branco defendem que o interior não pode continuar a ser prejudicado por atrasos e decisões que enfraquecem a coesão territorial. O partido questionou o Governo sobre as medidas previstas para acelerar a estabilização das encostas e a reparação da linha, bem como sobre a possibilidade de reforçar horários e meios rodoviários e ferroviários para reduzir os efeitos desta paragem.

O Bloco de Esquerda exige esclarecimentos por parte do Governo e reclama uma resposta célere, articulada com as Infraestruturas de Portugal e com as autarquias locais, para minimizar os impactos da interrupção e garantir a reabertura da Linha da Beira Baixa o mais rapidamente possível.

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