Trabalhadores dos Bombeiros da Covilhã denunciam incumprimentos do Acordo de Empresa

Os trabalhadores da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, reunidos em plenário no dia 20 de maio, decidiram denunciar publicamente a manutenção de situações de incumprimento do Acordo de Empresa e a ausência de respostas por parte da Direção da associação.

Segundo a nota divulgada, depois de uma reunião realizada com a Direção a 15 de abril, o STAL enviou, no dia 22 de abril, um memorando onde identificava vários problemas considerados urgentes. Entre as situações apontadas estão o incumprimento dos intervalos de refeição e dos tempos de descanso, a falta de pagamento do subsídio de turno, a falta de pagamento de trabalho suplementar, a ausência de constituição da Comissão Paritária prevista no Acordo de Empresa e a necessidade de regulamentação da carreira de bombeiro.

Perante a falta de resposta, o sindicato enviou uma nova interpelação formal no dia 7 de maio, alertando para a existência de situações graves de incumprimento e para a possibilidade de recurso às vias inspetivas, judiciais e sindicais.

Os trabalhadores consideram inaceitável a postura da Direção da AHBV da Covilhã e exigem respeito pelos profissionais que asseguram diariamente o socorro e a proteção da população do concelho.

O plenário decidiu participar na reunião pública da Câmara Municipal da Covilhã, entregar uma resolução ao executivo camarário, solicitar a intervenção da DGERT, preparar uma ação no Tribunal do Trabalho, prosseguir diligências junto da ACT e continuar a luta pela regulamentação da carreira dos bombeiros das associações humanitárias e pelo reconhecimento da profissão como carreira de desgaste rápido.

Os trabalhadores reafirmam o compromisso com a população e com o serviço público de socorro, mas sublinham que esse compromisso deve ser acompanhado por condições de trabalho dignas, respeito institucional e valorização profissional.

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