O Conselho Geral do Instituto Politécnico da Guarda aprovou, na segunda feira, 29 de dezembro de 2025, uma moção onde defende que a autorização de um aumento transversal até 5 por cento das vagas em todas as instituições de ensino superior reforça a concentração da oferta e da procura nas áreas metropolitanas e penaliza o Interior.
Com o título Pelo Futuro do Ensino Superior no Interior, o documento sustenta que abandonar uma política que, nos últimos anos, orientava preferencialmente o aumento de vagas para as instituições do Interior, a par de incentivos financeiros que favorecem a frequência de instituições nos grandes centros urbanos, contraria os objetivos de coesão territorial. O Conselho Geral considera ainda que aplicar regras uniformes a contextos distintos consolida desigualdades e compromete um desenvolvimento equilibrado do país.
Na moção, o Politécnico da Guarda destaca a valorização académica e científica da instituição, referindo a integração em unidades de investigação avaliadas com Muito Bom, a existência de um centro de investigação próprio com a mesma classificação, a aprovação do primeiro doutoramento e a liderança de projetos nacionais e internacionais. O IPG recorda também que é membro de pleno direito da aliança europeia UNITA, Universidade Europeia, desde 2023.
Entre as medidas defendidas, o Conselho Geral do IPG pede a integração de critérios de coesão territorial na definição anual de vagas, a revisão do modelo de bolsas de ação social e o reforço do financiamento das instituições do Interior, em linha com objetivos estratégicos nacionais. O documento foi aprovado por unanimidade e vai ser enviado ao Governo, aos partidos com representação na Assembleia da República e à Presidência da República.