Os preços da habitação continuaram a ajustar-se em várias zonas do país ao longo de 2025, com quedas anuais que, em alguns municípios, ultrapassaram os 15%. De acordo com uma análise do idealista, os maiores recuos concentraram-se sobretudo em territórios do Centro e do Alentejo, confirmando uma tendência de abrandamento em mercados menos pressionados pela procura.
A maior descida registou-se na Golegã, no distrito de Santarém, onde o preço médio da habitação desceu 15,3% face a 2024, fixando-se em 1.083 euros por metro quadrado. Seguiu-se Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, que voltou a destacar-se como um dos mercados mais acessíveis do país, com um valor médio de 477 euros por metro quadrado, após uma quebra anual de 12,3%. Ainda no Centro, Pombal, no distrito de Leiria, registou uma redução de 8%, situando o preço médio nos 1.162 euros por metro quadrado.
No Algarve, Alcoutim apresentou uma descida de 6,7%, com o valor da habitação a recuar para 1.081 euros por metro quadrado. Já no Alentejo, Borba e Portel, ambos no distrito de Évora, registaram quebras idênticas de 5,3%, passando a apresentar preços médios de 875 e 758 euros por metro quadrado, respetivamente. No distrito da Guarda, Gouveia registou uma redução anual de 4,7%, para 594 euros por metro quadrado, enquanto na Chamusca, em Santarém, os preços caíram 4%, fixando-se nos 756 euros.
O distrito de Portalegre marcou igualmente presença entre as maiores descidas, com Avis a recuar 3,2% para um preço médio de 683 euros por metro quadrado. Em Coimbra, Penacova desceu 3,1%, atingindo os 500 euros por metro quadrado, e Tábua registou uma redução de 2,1%, para 665 euros. No distrito de Leiria, Figueiró dos Vinhos apresentou uma quebra de 2%, com o preço médio a situar-se nos 715 euros por metro quadrado.
No Norte do país, Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, viu os preços recuarem 1,8%, para 544 euros por metro quadrado. Vila Real, capital de distrito, registou uma descida de 1,6%, ficando com um valor médio de 1.343 euros por metro quadrado, enquanto Vizela, no distrito de Braga, encerrou a lista das maiores quedas anuais, com uma redução de 1,4% e um preço mediano de 1.425 euros.
Paralelamente às descidas anuais, o idealista identificou também os municípios mais baratos para comprar casa em cada distrito e ilha. Pampilhosa da Serra surge como o concelho mais acessível de todo o país, com 477 euros por metro quadrado, seguida de Nisa, em Portalegre, com 498 euros, e do Sabugal, na Guarda, com 505 euros. Penamacor destacou-se como o município mais barato do distrito de Castelo Branco, com 510 euros por metro quadrado.
Nos arquipélagos, Santana manteve-se como o concelho mais acessível da ilha da Madeira, com 1.792 euros por metro quadrado, enquanto nos Açores, Lajes do Pico apresentou um preço médio de 1.084 euros. No distrito de Lisboa, Cadaval foi o município mais barato para comprar casa, com 1.550 euros por metro quadrado, e no distrito do Porto, Baião destacou-se com um valor médio de 957 euros.
Sátão, no distrito de Viseu, Melgaço, em Viana do Castelo, e Alcoutim, no Algarve, voltaram a figurar entre os mercados residenciais mais acessíveis das respetivas regiões, confirmando que, apesar das oscilações anuais, continuam a existir municípios com preços de habitação claramente abaixo da mediana nacional.