Mau tempo agrava-se nos próximos dias com chuva forte, vento, agitação marítima e neve

Portugal continental prepara-se para um agravamento significativo das condições meteorológicas nos próximos dias, com impacto mais acentuado nas regiões Norte e Centro. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), está prevista precipitação por vezes forte, vento intenso, agitação marítima severa e queda de neve nas terras altas.

Segundo as previsões, a chuva poderá ser ocasionalmente acompanhada de granizo e trovoada, sobretudo no Norte e Centro do país. O vento deverá soprar forte, com rajadas até 80 km/h no litoral oeste e que poderão atingir os 100 km/h nas zonas de maior altitude. Na costa ocidental, prevê-se agitação marítima forte, com ondas de noroeste até oito metros, podendo a altura máxima chegar aos 15 metros. Está igualmente prevista queda de neve nas terras altas do Norte e Centro.

No plano hidrológico, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alerta para caudais superiores aos valores habituais entre os dias 30 e 31 de janeiro e 1 e 2 de fevereiro em várias bacias hidrográficas, nomeadamente dos rios Minho, Cávado, Ave, Sousa, Mondego, Vouga, Águeda, Lima, Douro, Tâmega, Zêzere, Tejo, Nabão, Sorraia e Sado. Neste período, existe possibilidade de inundações urbanas, sobretudo nas zonas onde a precipitação será mais intensa.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) refere que o quadro meteorológico deverá tornar-se mais gravoso a partir da tarde de domingo, 1 de fevereiro. Entre os principais efeitos expectáveis estão inundações em áreas urbanas devido à acumulação de águas pluviais ou galgamento costeiro, cheias provocadas pelo transbordo de rios e ribeiras, instabilidade de vertentes com risco de deslizamentos e derrocadas, piso rodoviário escorregadio por acumulação de água, gelo ou neve, bem como possíveis acidentes na orla costeira associados à forte agitação marítima.

O vento forte poderá ainda causar o arrastamento de objetos soltos e o desprendimento de estruturas mal fixadas, criando riscos adicionais para veículos em circulação e peões, além de provocar desconforto térmico na população.

Perante este cenário, a Proteção Civil recomenda a adoção de medidas de prevenção e autoproteção, como a desobstrução dos sistemas de drenagem, a fixação adequada de estruturas exteriores, a redução da circulação junto a zonas arborizadas, ribeirinhas e costeiras, bem como a adoção de uma condução defensiva. É ainda desaconselhada a prática de atividades relacionadas com o mar durante o período de maior agitação.

As autoridades apelam à população para que acompanhe as atualizações meteorológicas e siga as indicações da Proteção Civil e das forças de segurança. A Direção-Geral da Saúde (DGS) disponibilizou também recomendações para a resposta aos impactos da depressão Kristin, apelando a comportamentos preventivos e à proteção dos grupos mais vulneráveis.

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