Operação “Lúmen” desmantela alegado esquema de corrupção nas iluminações festivas com quatro detidos

A Polícia Judiciária deteve quatro pessoas no âmbito da operação “Lúmen”, uma investigação centrada em suspeitas de corrupção e viciação de procedimentos de contratação pública ligados ao fornecimento e instalação de iluminações festivas em diferentes pontos do país.

Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa. Entre os detidos encontram-se um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de associação privada e ainda um funcionário público.

De acordo com a informação divulgada pela Polícia Judiciária, a investigação nasceu de uma denúncia relacionada com a alegada manipulação de concursos públicos destinados ao fornecimento e montagem de iluminações utilizadas sobretudo na época natalícia, mas também noutras festividades.

As diligências entretanto realizadas terão permitido identificar um esquema organizado e sistemático destinado a influenciar adjudicações públicas. Segundo a PJ, o alegado mecanismo passava pela obtenção ilegal de informação privilegiada, que seria transmitida em troca de contrapartidas financeiras atribuídas a elementos de entidades adjudicantes, comprometendo os princípios da transparência, da igualdade de tratamento e da concorrência no mercado.

A investigação aponta para adjudicações à empresa visada em montantes que ascendem a cerca de oito milhões de euros.

No âmbito da operação foram realizadas 26 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, incidindo sobre entidades e empresas públicas e privadas.

A operação mobilizou um vasto dispositivo, envolvendo um magistrado judicial, um magistrado do DIAP Regional do Porto, 120 investigadores criminais, além de peritos informáticos, peritos financeiros e seguranças de diferentes unidades da Polícia Judiciária.

Os quatro detidos vão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.

O inquérito é dirigido pelo DIAP Regional do Porto.

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