Autoridades alertam para burla do “WhatsApp Gold” e apelam a que não abram mensagens suspeitas

Uma mensagem sobre uma alegada versão premium denominada “WhatsApp Gold” voltou a circular em Portugal, reacendendo alertas para tentativas de burla e disseminação de desinformação através da aplicação de mensagens WhatsApp.

O conteúdo, partilhado em grupos e conversas privadas, refere uma suposta atualização exclusiva da aplicação e associa-a a um vírus capaz de aceder a dados pessoais, contas bancárias e até bloquear o telemóvel. A informação é falsa e não corresponde a qualquer funcionalidade oficial.

A empresa-mãe do WhatsApp, a Meta, já esclareceu em diversas ocasiões que não existe qualquer versão denominada “WhatsApp Gold”. As únicas aplicações oficiais são o WhatsApp Messenger e o WhatsApp Business, disponíveis nas lojas oficiais de aplicações.

Especialistas em cibersegurança alertam que este tipo de mensagem é frequentemente utilizado como isco para levar os utilizadores a clicar em ligações maliciosas ou a instalar aplicações não oficiais. Esses ficheiros podem conter software malicioso (malware), capaz de roubar credenciais, aceder a dados bancários ou comprometer o funcionamento do equipamento.

Em Portugal, as autoridades recomendam que os utilizadores não abram nem reencaminhem mensagens com este teor. A Polícia Judiciária e o Centro Nacional de Cibersegurança têm reiterado a importância de adotar comportamentos preventivos no ambiente digital, nomeadamente:

  • Não clicar em ligações enviadas por contactos desconhecidos ou em mensagens alarmistas;
  • Confirmar sempre a veracidade da informação junto de fontes oficiais;
  • Manter o sistema operativo e as aplicações atualizadas;
  • Instalar aplicações apenas a partir das lojas oficiais.

As mensagens fraudulentas recorrem, muitas vezes, a um tom urgente — incentivando a partilha imediata com familiares e amigos — para aumentar a probabilidade de propagação. As autoridades sublinham que nenhum serviço oficial anuncia atualizações desta forma nem solicita a instalação de versões “exclusivas” através de links partilhados em conversas.

Perante a receção de uma mensagem suspeita, a recomendação é simples: não abrir, não clicar e eliminar.

0