A Câmara Municipal da Covilhã exige ao Governo a rápida reparação e a reabertura integral da Linha da Beira Baixa, atualmente com circulação parcialmente interrompida, situação que deixa o território sem ligação ferroviária direta a Lisboa e compromete uma via considerada essencial para a mobilidade e para a atividade económica da região.
A posição consta de uma moção apresentada pelo presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, e aprovada por unanimidade em reunião do executivo. No documento, a câmara sublinha a importância da Linha da Beira Baixa para a mobilidade, a coesão territorial e o desenvolvimento económico da Beira Interior, defendendo que esta infraestrutura tem sido determinante para ligar as populações do interior aos principais centros urbanos do país.
Segundo a autarquia, a interrupção prolongada, na sequência dos danos provocados pelas recentes tempestades, está a causar graves constrangimentos à população. A moção refere que a suspensão do serviço Intercidades afeta diretamente milhares de pessoas que dependem do transporte ferroviário para trabalhar, estudar ou aceder a serviços essenciais.
O município destaca ainda a redução das ligações dentro da própria região. No troço entre a Covilhã e a Guarda, a oferta passou de cerca de 10 comboios diários para apenas quatro, o que, segundo a câmara, compromete deslocações regulares para consultas médicas, trabalho e ensino.
A autarquia manifesta também preocupação pelo facto de a Linha da Beira Baixa ter ficado excluída dos investimentos previstos no Plano Ferroviário Nacional. Outro dos aspetos assinalados prende-se com o transporte de mercadorias, já que esta linha é vista como fundamental para o escoamento e exportação de produtos.
Na moção, a Câmara da Covilhã defende a reposição imediata de uma oferta ferroviária adequada, incluindo serviços Intercidades ou equivalentes, que garantam ligações eficazes entre Guarda, Covilhã, Fundão, Castelo Branco e Lisboa. Pede igualmente a criação de um plano alternativo de mobilidade através da Linha da Beira Alta e a inclusão da Linha da Beira Baixa nos investimentos estratégicos nacionais, de forma a assegurar a sua modernização futura.
Enquanto se mantiver a interrupção, o município reclama ainda medidas mitigadoras imediatas, nomeadamente o reforço de serviços ferroviários e outras soluções alternativas que garantam a mobilidade das populações da Beira Interior.
