Universidade Politécnica da Guarda apresenta três pedidos de patente nas áreas digital e da saúde

A Universidade Politécnica da Guarda apresentou três pedidos de patente desenvolvidos por investigadores da instituição, nas áreas digital e da saúde, reforçando a aposta na proteção da inovação e na valorização da investigação científica.

Entre junho e julho foram submetidos ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial dois pedidos de patente nacional, relativos a um “Sistema de Fabrico Digital” e a um “Sistema de Impressão 3D Aditivo e Subtrativo Híbrido”, e um pedido internacional para um “Dispositivo Integrado para Infusão de Sangue ou Hemoderivados para Administração por Via Endovenosa”.

Os primeiros pedidos foram apresentados a 8 de junho. O “Sistema de Fabrico Digital” é da autoria do investigador Rui Pires, enquanto o dispositivo destinado à infusão de sangue ou hemoderivados foi desenvolvido pelos investigadores e docentes Raquel Lima e Luís Miguel Condeço.

A 17 de julho foi submetido um novo pedido de patente nacional, também desenvolvido por Rui Pires, relativo a um sistema de impressão 3D híbrido, aditivo e subtrativo, com ângulo de deposição dinâmico e alimentação por placas rígidas.

Os pedidos surgem poucos meses depois de a UPG ter lançado, em março, uma Formação Executiva em Inovação e Propriedade Intelectual, em parceria com a Inventa, destinada a investigadores, docentes, estudantes, empresários, profissionais de diferentes setores, técnicos de autarquias e associações empresariais.

A formação aborda matérias como patentes, marcas, desenhos ou modelos, estratégias de proteção nacional e internacional, transferência de tecnologia, licenciamento e valorização da inovação, procurando dotar os participantes de ferramentas práticas para proteger e gerir ativos de propriedade industrial.

O reitor da Universidade Politécnica da Guarda, Joaquim Brigas, considera que as três patentes representam “um marco na afirmação da UPG”, sublinhando o objetivo de transformar o conhecimento produzido na instituição em valor para a região e para o país.

Já o vice-reitor para a Investigação, Maximiano Ribeiro, destaca que os pedidos resultam da aposta na investigação aplicada e no acompanhamento aos investigadores, garantindo que o conhecimento científico produzido seja protegido e possa gerar impacto.

A pós-graduação funciona em regime híbrido, presencial e online, e em horário pós-laboral. Segundo a UPG, empresas, autarquias e startups ligadas à Incubadora Desnuclearizada do Politécnico da Guarda têm manifestado necessidades de formação nesta área.

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