O Movimento Independente Pelas Pessoas respondeu às críticas da Comissão Política Concelhia do PSD da Covilhã e reafirmou as preocupações relacionadas com a reorganização do Instituto do Emprego e Formação Profissional e com o peso institucional da estrutura da Covilhã.
Em comunicado, os deputados municipais José Páscoa, Paulo Rosa e Ana Branco defendem que o voto de protesto apresentado na Assembleia Municipal teve como objetivo alertar para uma eventual perda de protagonismo, capacidade de decisão e autonomia da estrutura local, rejeitando as críticas do PSD, que considera não existir perda de autonomia.
O MIPP recorda que a reorganização do IEFP foi concretizada através do Decreto-Lei n.º 42/2026, de 16 de fevereiro, e da Portaria n.º 230/2026/1, de 26 de maio, que aprovou os novos estatutos do instituto.
O movimento centra parte da argumentação na Deliberação n.º 1007/2026, de 28 de agosto, sublinhando que para o Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda foi designado um diretor de centro, enquanto para a estrutura da Covilhã foi designada uma subdiretora.
Para o MIPP, esta diferença de designação justifica que sejam esclarecidas as competências atribuídas a cada estrutura e o grau de autonomia existente antes e depois da reorganização.

O PSD da Covilhã sustenta, por seu lado, que a estrutura covilhanense não ficou subordinada à Guarda e que os dirigentes das unidades locais dependem da respetiva Delegação Regional.
Na resposta, o MIPP considera que a inexistência de uma dependência direta da Covilhã em relação à Guarda não esclarece, por si só, se a estrutura manteve o mesmo nível de autonomia e capacidade de decisão.
O movimento recorda ainda que o voto de protesto foi aprovado na Assembleia Municipal da Covilhã, defendendo que a votação demonstra a existência de preocupação política em torno desta matéria.
José Páscoa, Paulo Rosa e Ana Branco garantem que continuarão a defender a manutenção da capacidade de decisão dos serviços públicos instalados na Covilhã e a exigir esclarecimentos sempre que considerem existir risco de perda de protagonismo institucional para o concelho.
