A CDU Belmonte enviou à redação da CARIA FM um comunicado onde critica o aumento de 3,2 por cento na água e o aumento de 33 por cento nos resíduos sólidos, considerando que o agravamento não é compensado pela descida anunciada na tarifa de saneamento e que penaliza a população, os trabalhadores e a economia local, num contexto de subida do custo de vida.
No documento, datado de quinta feira, 29 de janeiro, a CDU sublinha que água e resíduos são serviços essenciais e que a água não deve ser tratada como mercadoria sujeita à lógica do custo real desligada da realidade social. A CDU aponta ainda que o aumento fica claramente acima da inflação.
A CDU atribui a transferência de custos para os utilizadores a opções políticas como a adesão ao sistema multimunicipal de água e saneamento, hoje Águas do Vale do Tejo, e a privatização da EGF RESIESTRELA, decisões contra as quais diz ter sempre manifestado oposição. O comunicado rejeita a normalização de aumentos sucessivos, defendendo que salários e pensões continuam a perder poder de compra e que muitas famílias enfrentam dificuldades para suportar despesas básicas.
A CDU refere ainda que não aceita que, invocando imposições da ERSAR ou critérios técnicos, se limitem opções políticas e se coloque em causa a gestão pública destes serviços. A estrutura concelhia reafirma que água e resíduos devem ter gestão pública, regista positivamente o regresso da faturação às mãos do município e critica a manutenção da recolha de resíduos em baixa na esfera privada.
No final, a CDU Belmonte garante que continuará a intervir pela defesa de serviços municipais universais, acessíveis e de qualidade, recusando privatizações e aumentos que, afirma, agravam as condições de vida e as desigualdades no concelho.
