Está a circular em Portugal um novo esquema de burla através de mensagens SMS que utilizam indevidamente o nome do Ministério da Saúde para tentar convencer os destinatários a efetuarem pagamentos de alegadas dívidas relacionadas com serviços hospitalares ou atendimentos de urgência.
Segundo informações divulgadas pelo Portal da Queixa, já foram registadas cerca de 30 reclamações relacionadas com este novo método fraudulento, que tem vindo a ganhar expressão nas últimas semanas. As mensagens apresentam normalmente uma suposta dívida, acompanhada de uma referência para pagamento e de um prazo reduzido para a sua regularização, criando um falso sentimento de urgência.
Num dos casos reportados, uma mensagem informava o destinatário de que tinha uma dívida de 46,70 euros relativa a um atendimento de urgência, concedendo apenas cinco dias para efetuar o pagamento. As SMS surgem frequentemente identificadas como provenientes do “MIN. SAÚDE”, o que leva muitos utilizadores a acreditar que se trata de uma comunicação legítima.
O Portal da Queixa refere mesmo que algumas pessoas acabaram por efetuar os pagamentos solicitados, convencidas de que estavam a regularizar encargos reais associados ao Serviço Nacional de Saúde.
Este não é um caso isolado. Já em março deste ano tinham sido identificadas outras campanhas fraudulentas que utilizavam os nomes do Ministério da Saúde, SNS e SNS 24 para prometer falsos reembolsos ou solicitar dados pessoais e bancários através de ligações maliciosas.
As autoridades e entidades ligadas à proteção do consumidor recomendam que os cidadãos mantenham uma atitude de prudência perante qualquer pedido de pagamento recebido por SMS, mesmo quando aparenta ser enviado por entidades oficiais.
Como se proteger
- Desconfie de mensagens que exijam pagamentos urgentes.
- Confirme sempre qualquer dívida ou cobrança através dos canais oficiais do Ministério da Saúde, SNS ou SNS 24.
- Nunca efetue pagamentos com base apenas numa SMS recebida.
- Não forneça dados pessoais, bancários ou códigos de autenticação através de links enviados por mensagem.
- Em caso de dúvida, contacte diretamente os serviços oficiais antes de realizar qualquer pagamento.
As autoridades alertam que a melhor forma de evitar este tipo de fraude continua a ser a verificação independente da informação recebida e a desconfiança perante comunicações que tentem pressionar os destinatários a agir rapidamente.