A sardinha vai trocar, por três dias, a proximidade do Atlântico pela Serra da Estrela. O “Do Mar à Terra – Festival da Sardinha” chega à Covilhã entre 21 e 23 de agosto, levando ao coração da Beira Interior uma celebração da gastronomia, da música e das tradições populares portuguesas. Depois da passagem por Águeda, o conceito continua viagem pelo país e prepara agora três dias de festa na cidade serrana.
Do mar até à serra. É precisamente essa viagem que dá sentido ao nome de um festival que coloca um dos maiores símbolos da gastronomia popular portuguesa no centro da mesa. Entre 21 e 23 de agosto, a Covilhã recebe o “Do Mar à Terra – Festival da Sardinha”, numa iniciativa que promete transportar para a Beira Interior o ambiente dos grandes arraiais portugueses.
A sardinha assada será, naturalmente, uma das grandes protagonistas. O cheiro das brasas, o pão, os sabores tradicionais e o ambiente de convívio característico das festas populares portuguesas constituem a essência de um evento pensado para reunir famílias, grupos de amigos, visitantes e turistas em torno da gastronomia e da cultura popular.
Mas o conceito do “Do Mar à Terra” pretende ir além de uma simples sardinhada. A proposta passa por criar uma verdadeira festa portuguesa, associando gastronomia, música, animação e convívio num mesmo espaço e recuperando o ambiente dos arraiais que continuam a marcar muitas das festas de verão realizadas de norte a sul do país.
A chegada à Covilhã ganha ainda um significado especial pela própria geografia. A cidade encontra-se às portas da Serra da Estrela e possui uma identidade profundamente ligada à montanha, aos lanifícios, à pastorícia e aos produtos tradicionais da Beira Interior. Durante três dias, essa cultura serrana cruza-se simbolicamente com uma das mais fortes tradições gastronómicas associadas ao litoral português.
É precisamente essa ligação que o nome “Do Mar à Terra” procura representar: levar os sabores e o ambiente associados ao mar para diferentes territórios e colocá-los em diálogo com as tradições locais.

Sardinha no centro da festa
A sardinha ocupa um lugar particular na cultura gastronómica portuguesa. Assada na brasa, servida no pão ou acompanhada pelos elementos tradicionais, tornou-se praticamente inseparável dos arraiais, festas e romarias de verão.
Na Covilhã, esse símbolo da cozinha popular nacional será o ponto de partida para três dias em que a gastronomia deverá funcionar também como elemento de encontro entre visitantes e população.
O festival apresenta-se, assim, não apenas como um evento gastronómico, mas como uma experiência assente na cultura popular portuguesa, onde a comida se cruza com a música e a animação.
A fórmula já foi apresentada este verão em Águeda, onde o “Do Mar à Terra – Festival da Sardinha” decorreu entre 7 e 10 de agosto, no Largo 1.º de Maio. A iniciativa foi então divulgada como um grande arraial português, tendo a sardinha e as tradições nacionais como principais elementos do conceito.
Agora, o festival segue para o interior do país e escolhe a Covilhã para a próxima etapa.
Do litoral para o coração da Serra da Estrela
A escolha da Covilhã permite ao evento explorar de forma particularmente evidente a ideia que está na origem da sua identidade.
De um lado está o mar, representado pela sardinha e pela tradição piscatória portuguesa. Do outro encontra-se a terra, neste caso uma das cidades mais emblemáticas da Serra da Estrela, com uma história e uma gastronomia próprias.
É um contraste que ajuda a transformar o festival numa montra de diferentes expressões da identidade portuguesa.
A realização em pleno mês de agosto poderá igualmente constituir mais um motivo de atração para quem visita a região nesta altura do ano. A Covilhã é uma das principais portas de entrada da Serra da Estrela e recebe durante o verão milhares de visitantes, muitos dos quais procuram combinar natureza, património, gastronomia e programação cultural.
Durante o fim de semana de 21, 22 e 23 de agosto, o Festival da Sardinha acrescentará uma nova proposta a essa oferta.

Uma festa pensada para o convívio
O espírito do “Do Mar à Terra” assenta sobretudo na simplicidade das grandes festas populares: comida, música e pessoas reunidas à mesa.
É precisamente esse ambiente que o festival pretende recriar na Covilhã, recuperando uma tradição profundamente portuguesa em que a gastronomia deixa de ser apenas aquilo que está no prato e passa a ser um elemento de socialização.
A sardinha assada é particularmente representativa dessa cultura. Das festas dos Santos Populares aos arraiais e romarias de verão, poucas imagens são tão imediatamente reconhecíveis como as brasas acesas e as sardinhas alinhadas sobre a grelha.
Na Covilhã, essa tradição ganha um cenário diferente. Sai simbolicamente da costa e sobe até à Serra da Estrela, numa ligação entre duas realidades geográficas distintas, mas igualmente representativas de Portugal.
Covilhã recebe três dias de sabores e tradição
A passagem do “Do Mar à Terra” pela Covilhã acontece numa altura em que as festas gastronómicas continuam a assumir um papel importante na dinamização das cidades e na atração de visitantes.
Além do impacto direto na restauração, comércio e serviços, eventos desta natureza permitem divulgar produtos, tradições e formas de convívio que continuam profundamente ligadas à identidade das diferentes regiões portuguesas.
O festival pretende precisamente explorar essa dimensão, colocando a sardinha no centro de uma experiência mais ampla de celebração da portugalidade.
Depois de Águeda, será agora a vez da Covilhã sentir o cheiro das sardinhas na brasa.
Durante três dias, de 21 a 23 de agosto, mar e serra encontram-se à mesma mesa.
E, desta vez, para comer uma boa sardinha, não será necessário procurar o litoral. O mar vai subir à Serra da Estrela.






