Move Beiras pede medidas para minimizar impactos da interrupção da Linha da Beira Baixa

A Associação Move Beiras enviou um comunicado ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial e aos presidentes da CP e da Infraestruturas de Portugal, manifestando preocupação com a interrupção prolongada da Linha da Beira Baixa e com a supressão de serviços ferroviários na Beira Interior.

Segundo a associação, desde a interrupção causada pelas recentes tempestades, os comboios entre Castelo Branco e a Guarda ficaram limitados ao serviço Regional, apesar de o troço se encontrar operacional. A Move Beiras indica que esta alteração reduziu para metade a oferta entre Castelo Branco, Fundão e Covilhã e, de forma mais acentuada, no troço Covilhã Guarda, onde o número de comboios diários passou de 10 para 4. A associação considera que a redução inviabiliza deslocações essenciais, como idas a consultas médicas de manhã com regresso à tarde.

A Move Beiras recorda ainda que a Linha da Beira Baixa ficou fora dos investimentos do Plano Ferroviário Nacional e admite que a reparação da via junto ao Tejo, devido à complexidade do local, possa demorar várias semanas. Perante este cenário, defende que não é aceitável que a população fique privada de oferta ferroviária num território que já considera carente de transportes públicos, sublinhando que se trata de uma questão de coesão territorial e de garantia do direito à mobilidade.

Como medidas mitigatórias, a associação apela à reposição parcial dos Intercidades no troço Castelo Branco Guarda, mesmo que através das automotoras que asseguram o serviço Regional. Pede também que estas soluções possam ser alargadas ao troço Castelo Branco Vila Velha de Ródão, atualmente sem qualquer serviço, garantindo o restante percurso até Abrantes com transporte rodoviário de substituição. A Move Beiras solicita ainda a reposição do prolongamento do Intercidades da Linha da Beira Alta até à Covilhã, suprimido em 2022.

Imagem ilustrativa

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