A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo abriu hoje as candidaturas aos apoios destinados ao fomento da produção pecuária, referentes ao ano de 2026, um programa que decorre até ao final do mês de dezembro e que visa apoiar a sustentabilidade da atividade agropecuária no concelho, minimizando as dificuldades sentidas pelo setor face ao aumento dos custos de produção.
Os apoios, atribuídos a fundo perdido, destinam-se aos titulares de explorações agropecuárias sediadas no concelho, com comparticipações de dez euros por animal bovino, três euros e cinquenta cêntimos por ovino e caprino, e catorze euros por equídeo, acrescendo cinquenta cêntimos por cada animal de raça autóctone nacional. Esta majoração para raças autóctones reflete a aposta do município na preservação do património genético local e na valorização de raças tradicionais portuguesas.
A medida está prevista no Regulamento Municipal para o Fomento da Produção Pecuária, criado em 2024, e visa apoiar a sustentabilidade da atividade agropecuária e minimizar as dificuldades sentidas pelo setor, nomeadamente os efeitos da inflação e o consequente aumento dos custos de produção, que têm pressionado a rentabilidade das explorações pecuárias em todo o país.


As candidaturas deverão ser apresentadas presencialmente nos serviços de atendimento do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, mediante preenchimento do respetivo formulário, acompanhado da documentação exigida. O regulamento e o formulário encontram-se disponíveis para consulta no sítio oficial do Município, facilitando o acesso à informação por parte dos potenciais beneficiários.
“Este apoio representa o compromisso do Município com os nossos criadores de gado e com a valorização do mundo rural. Num setor que enfrenta desafios cada vez maiores, queremos continuar a criar condições para que as explorações se mantenham ativas e para que esta atividade, tão importante para a economia do nosso Concelho, tenha continuidade”, afirma o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Condesso.
A iniciativa insere-se num conjunto de medidas que vários municípios do interior têm adotado para fixar populações e manter a atividade económica nas zonas rurais, onde a pecuária continua a ser um dos pilares da economia local e da gestão do território, contribuindo ainda para a prevenção de incêndios através da manutenção de paisagens abertas e da limpeza natural de matos.
