Fernando Tavares Pereira entra na Academia da Diplomacia e leva defesa do Interior para uma plataforma internacional

Líder do Grupo TAVFER foi investido académico numa cerimónia solene realizada no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães. Empresário tabuense considera a distinção um reconhecimento do percurso empresarial e da intervenção social e garante que pretende utilizar a dimensão internacional da Academia para continuar a defender os territórios do Interior.

Fernando Tavares Pereira, empresário natural do concelho de Tábua e líder do Grupo TAVFER, é um dos novos membros da Academia de la Diplomacia, instituição de origem espanhola e vocação internacional que reúne diplomatas e personalidades de diferentes setores da sociedade em torno da diplomacia, das relações internacionais e da aproximação entre países, instituições e agentes económicos.

A investidura decorreu numa sessão solene realizada no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, num encontro que assumiu particular dimensão institucional e diplomática pela presença de representantes de 13 embaixadas, entre os quais 12 embaixadores.

Para Fernando Tavares Pereira, porém, a entrada na Academia não representa apenas uma distinção pessoal ou empresarial. O empresário pretende transformar esta nova ligação internacional numa oportunidade para continuar a colocar os problemas, as potencialidades e as reivindicações dos territórios do Interior no centro da discussão.

A defesa das regiões de menor densidade populacional, das empresas que aí investem, dos trabalhadores e das comunidades locais continuará, garante, a fazer parte da sua intervenção.

“É óbvio que vou, pois com certeza que vou”, respondeu Fernando Tavares Pereira quando questionado sobre se pretende aproveitar a presença na Academia da Diplomacia para prosseguir a defesa do Interior.

Uma resposta que sintetiza aquela que o empresário tabuense considera ser uma das causas que têm acompanhado o seu percurso: demonstrar que é possível criar empresas, emprego, investimento e desenvolvimento económico a partir do Interior e, simultaneamente, reclamar maior atenção para territórios que enfrentam desafios específicos.

Reconhecimento do empreendedorismo e da intervenção social

Fernando Tavares Pereira interpreta a investidura como um reconhecimento que ultrapassa a sua atividade enquanto empresário e que abrange igualmente a componente social associada ao trabalho desenvolvido pelo grupo empresarial.

“É um reconhecimento do empreendedorismo e também do apoio social que temos dado, não só em Portugal, mas também em Espanha”, afirmou.

O líder do Grupo TAVFER destacou o significado que a distinção assume não apenas para si, mas também para a família e para as empresas que representa, salientando o facto de o trabalho realizado ter alcançado reconhecimento para além das fronteiras nacionais.

Na perspetiva do empresário, a distinção confirma também que a atividade empresarial pode assumir uma responsabilidade mais ampla nos territórios onde se desenvolve, envolvendo a defesa das empresas e dos respetivos trabalhadores, mas igualmente uma preocupação com aqueles que enfrentam maiores dificuldades.

“O nosso trabalho e o nosso empenho têm sido vistos como úteis e favoráveis a que haja mais pessoas como nós, podendo fazer também o que nós fazemos, a nível do interior, defendendo da nossa causa, as empresas, os funcionários e de quem tem necessidades. Enfim, defendendo o nosso desenvolvimento”, declarou.

É precisamente esta componente territorial que Fernando Tavares Pereira pretende agora transportar para a Academia da Diplomacia.

Interior português ganha nova possibilidade de projeção internacional

A dimensão internacional da Academia é encarada pelo empresário como uma oportunidade para fazer chegar a outros interlocutores uma realidade que considera necessário continuar a divulgar: a do Interior português e das suas capacidades económicas, empresariais e humanas.

Para Fernando Tavares Pereira, defender o Interior não significa apenas identificar dificuldades ou reivindicar respostas. Significa também projetar os territórios, as suas empresas, os investimentos realizados e as oportunidades existentes, procurando combater uma visão excessivamente concentrada nos grandes centros urbanos.

A entrada numa instituição onde se encontram representantes diplomáticos e personalidades de diferentes nacionalidades abre, por isso, uma nova possibilidade de intervenção.

“As notícias passam além de fronteiras”, afirmou Fernando Tavares Pereira.

O empresário considera que essa projeção pode contribuir para “a defesa das nossas terras e de todo o interior”, levando a mensagem para um espaço onde se cruzam diplomacia, economia, relações internacionais e sociedade civil.

Fernando Tavares Pereira garante, assim, que continuará a desenvolver o seu trabalho “em nível do interior” e a defender uma causa para a qual considera que o próprio reconhecimento agora recebido também contribuiu.

A investidura passa, desta forma, a representar simultaneamente um ponto de chegada e um novo ponto de partida: reconhecimento pelo percurso já desenvolvido, mas também acesso a uma plataforma internacional através da qual pretende continuar a dar visibilidade às regiões do Interior.

Cerimónia reuniu representantes de 13 embaixadas

A sessão realizada em Guimarães teve uma marcada componente diplomática.

Estiveram representadas 13 embaixadas, com a presença de 12 embaixadores, numa cerimónia que incluiu a execução do Hino Nacional da República Portuguesa e do Hino da Academia da Diplomacia, seguindo-se as intervenções protocolares e os atos formais de investidura.

Foram investidos os representantes diplomáticos de Angola, Moçambique, Austrália, Hungria, Ucrânia, Filipinas, Uruguai, México, El Salvador, Israel, Argentina e Bélgica, que receberam o respetivo diploma e a insígnia da Academia da Diplomacia.

A Nigéria completou o conjunto das 13 representações diplomáticas presentes, embora sem a participação do respetivo embaixador.

A realização da cerimónia no Paço dos Duques de Bragança revestiu-se igualmente de significado especial, por representar a primeira presença da Academia de la Diplomacia em Guimarães.

Fernando Tavares Pereira ao lado de nomes do mundo empresarial, académico e dos media

A Academia não integrou apenas representantes do corpo diplomático.

Fernando Tavares Pereira fez parte de um conjunto de personalidades da sociedade civil provenientes dos meios empresarial, académico, jornalístico, institucional e profissional que foram igualmente investidas durante a sessão.

Entre os distinguidos esteve Diogo Madeira, administrador da Huawei Portugal, assim como Henrique Monteiro, jornalista, antigo diretor do Expresso e vice-presidente do Grupo Impresa.

A lista incluiu ainda Pedro Sampaio Nunes, consultor e administrador da ENUPOR, e Ângelo Ramalho, executivo de alta direção com um percurso que inclui funções de CEO e Chairman em empresas como a Efacec, Galp e Alstom Portugal.

A integração de personalidades provenientes de setores distintos reflete a abrangência que a Academia pretende conferir à sua atividade, aproximando o universo tradicional da diplomacia de outras áreas com influência nas relações económicas, institucionais e sociais.

É nesse contexto que Fernando Tavares Pereira passa a integrar a instituição, levando consigo uma intervenção fortemente associada ao mundo empresarial e, em particular, à defesa dos territórios do Interior.

Ricardo Araújo: distinção representa “uma responsabilidade acrescida”

No encerramento da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, dirigiu-se diretamente aos novos académicos e salientou que a distinção agora recebida não deve ser encarada apenas como reconhecimento.

Para o autarca, representa igualmente “uma responsabilidade acrescida”.

Ricardo Araújo valorizou a escolha de Guimarães para acolher a cerimónia, interpretando-a como um reconhecimento da importância da cidade, não apenas pelo seu passado e património histórico, mas também pelo projeto de futuro que o território pretende construir.

A dimensão internacional foi precisamente um dos aspetos destacados pelo presidente da Câmara, que apresentou Guimarães como um concelho fortemente industrializado, exportador e apostado numa progressiva transformação da sua base económica através da inovação, da ciência, do conhecimento e da tecnologia.

“De berço da nação, nós queremos ser também o berço de inovação”, declarou Ricardo Araújo.

O autarca apontou áreas como as tecnologias médicas, o setor aeroespacial, a inteligência artificial, a supercomputação e os novos materiais como exemplos da estratégia que Guimarães pretende aprofundar.

Perante os representantes diplomáticos presentes no Paço dos Duques de Bragança, Ricardo Araújo aproveitou ainda para lançar um convite para que conheçam uma outra dimensão da cidade.

Para além da Guimarães histórica e patrimonial internacionalmente reconhecida, o município pretende apresentar-se também como território de universidades e centros de investigação, empresas exportadoras, indústria, conhecimento e investimento tecnológico.

Uma distinção que Fernando Tavares Pereira quer transformar em intervenção

No caso de Fernando Tavares Pereira, a cerimónia terminou com uma mensagem particularmente direcionada para o futuro.

O empresário não pretende que a condição de académico se limite ao título ou à participação institucional na Academia. A intenção manifestada é utilizar esta nova posição para continuar uma intervenção que tem associado ao desenvolvimento económico e social dos territórios do Interior.

A possibilidade de estabelecer contactos num espaço que reúne diplomatas, empresários, académicos, jornalistas e outras personalidades é encarada como uma oportunidade adicional para divulgar esses territórios e procurar criar pontes que possam favorecer a sua projeção.

A internacionalização das empresas, a atração de investimento, a valorização dos recursos locais, a criação e manutenção de emprego e a capacidade de fixar população são questões particularmente relevantes para os territórios do Interior e que podem beneficiar de uma maior exposição internacional.

É nesse espaço que Fernando Tavares Pereira pretende fazer ouvir a sua voz.

O empresário tabuense considera que o reconhecimento agora recebido demonstra que o trabalho desenvolvido a partir do Interior pode ultrapassar as fronteiras locais e nacionais e conquistar visibilidade em estruturas internacionais.

Ao integrar a Academia da Diplomacia, Fernando Tavares Pereira passa, por isso, a dispor de uma nova plataforma para uma mensagem que promete manter: o Interior deve ser encarado como um território com capacidade empresarial, económica e humana, capaz de gerar investimento e desenvolvimento e que necessita de continuar a ser defendido e promovido dentro e fora de Portugal.

Para o líder do Grupo TAVFER, a investidura no Paço dos Duques de Bragança representa, assim, mais do que uma distinção.

Representa a possibilidade de levar a defesa das “nossas terras e de todo o interior” a uma dimensão internacional.

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