A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) convocou uma manifestação para o próximo dia 2 de novembro, no Fundão, em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis e dos custos de produção agrícola.
A iniciativa inclui uma marcha lenta de tratores e outras máquinas agrícolas, com concentração marcada para as 10h30, no Parque Industrial do Fundão.
A associação pretende chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos agricultores e exigir medidas concretas de apoio ao setor, nomeadamente a redução dos custos de produção e a garantia de preços justos pagos aos produtores.
Segundo a ADACB, o gasóleo agrícola registou um aumento de cerca de 60 cêntimos por litro, enquanto os preços dos fertilizantes subiram aproximadamente 50%, agravando os encargos das explorações agrícolas e reduzindo as margens de rendimento dos produtores.
A associação critica ainda a diferença de preços dos combustíveis entre Portugal e Espanha, considerando que esta situação coloca os agricultores portugueses em desvantagem competitiva.
Entre as principais reivindicações estão a redução dos preços dos combustíveis e fertilizantes, a garantia de uma remuneração justa pelos produtos agrícolas, a defesa da produção nacional e a adoção de medidas que favoreçam o escoamento dos produtos portugueses.
A ADACB exige também um maior controlo das populações de javalis e outros animais selvagens, responsáveis por prejuízos nas explorações agrícolas.
A associação considera insuficientes as medidas anunciadas pelo Governo e alerta que os sucessivos aumentos dos custos de produção estão a colocar em risco a viabilidade de muitas explorações.
Para a ADACB, a agricultura constitui um setor estratégico para a economia nacional, a segurança alimentar e a manutenção da atividade económica nas zonas rurais.
A manifestação de 2 de novembro é aberta aos agricultores, às suas famílias e à população em geral, num apelo à mobilização em defesa da agricultura e do mundo rural.

