Uma alegada tentativa de rapto de uma criança de 10 anos, ocorrida ontem, domingo, 4 de janeiro, no Largo 1.º de Maio, em Águeda, está a ser investigada pelas autoridades e está a gerar forte preocupação na comunidade local.
O alerta foi tornado público por Vítor Milheiro, agente económico e deputado municipal em Águeda, que comunicou o sucedido à comunicação social, sublinhando a gravidade do episódio e a necessidade de uma resposta célere e eficaz das entidades competentes, em nome da proteção de menores e do interesse público.
Segundo o relato prestado à TVC – Notícias de Águeda, a criança encontrava-se a brincar num parque infantil situado nas imediações quando foi abordada por duas mulheres, que estariam acompanhadas por outra criança. Através dessa interação, a menor terá sido conduzida para fora do espaço inicial, em direção a uma zona mais isolada junto ao rio.
A ausência da criança foi detetada pouco depois, desencadeando momentos de grande aflição entre a mãe, familiares e comerciantes presentes no local, que iniciaram de imediato buscas na zona envolvente. A situação terá sido travada graças à intervenção de uma cidadã, que trabalha numa banca de venda ambulante nas proximidades, ao aperceber-se de que a criança estava a ser puxada pelas suspeitas, tendo conseguido impedir que a menor fosse levada.
De acordo com as declarações recolhidas, um terceiro indivíduo, descrito como um homem alto, com um cachecol de cor laranja, terá surgido entretanto, levantando suspeitas quanto à eventual coordenação da ação.
A TVC / Notícias de Águeda confirmou que inspetores da Polícia Judiciária se deslocaram a Águeda no âmbito desta ocorrência e procederam à audição, no posto local da GNR, da criança, da mãe e das testemunhas indicadas, no quadro das diligências em curso.
Está igualmente a ser avaliada a eventual existência de imagens de videovigilância captadas por um ponto comercial situado nas imediações, imagens que poderão vir a ser relevantes para o apuramento rigoroso dos factos.
O caso terá ocorrido entre as 17h30 e as 18h30 e motivou críticas à articulação e ao funcionamento das forças de segurança locais, matéria que poderá vir a ser apreciada em sede própria.
Na comunicação enviada aos órgãos de comunicação social, Vítor Milheiro sublinha que a divulgação do caso não tem caráter alarmista, mas sim preventivo e informativo, visando alertar pais e encarregados de educação para a vigilância de menores em espaços públicos e exigir responsabilidade institucional na proteção das crianças.
As autoridades prosseguem a investigação, não estando, até ao momento, confirmada qualquer detenção relacionada com o caso.