Sofia Lourenço destaca cooperação lusófona na Bienal Internacional de Artes e Ofícios

A primeira edição da Bienal Internacional de Artes e Ofícios, realizada nos dias 4 e 5 de setembro no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, reuniu representantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde em torno da valorização do património, das indústrias criativas e da cooperação entre territórios.

Entre as participantes esteve Sofia Lourenço, cônsul-honorária de Cabo Verde nos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, que destacou a importância de aprofundar as relações culturais e institucionais entre os países lusófonos.

A cônsul-honorária considerou que encontros desta natureza podem contribuir para criar novas oportunidades de cooperação, salientando a qualidade dos painéis e a troca de experiências proporcionada ao longo dos dois dias.

Cabo Verde esteve representado também através do seu património cultural, com destaque para o tradicional pano de terra, peça que serviu de exemplo para a reflexão em torno da ligação entre tradição, preservação e inovação. A imagem divulgada mostra precisamente a exposição de vários destes tecidos tradicionais.

A abertura da Bienal contou ainda com a participação das Batucadeiras das Olaias e com a presença de Ângela Barbosa, gestora do Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa, reforçando a componente cultural cabo-verdiana do encontro.

Sofia Lourenço destacou igualmente a possibilidade de desenvolver novas parcerias entre as representações consulares de Cabo Verde e do Brasil no território, com o objetivo de reforçar a divulgação das duas culturas e promover novas iniciativas conjuntas.

A responsável abordou ainda o acolhimento de cidadãos cabo-verdianos nos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, defendendo a necessidade de continuar a apostar na formação, integração e criação de condições para a fixação de jovens que chegam a Portugal para estudar ou trabalhar.

Integrada na programação do Festival Sabores de Perdição, a Bienal decorreu numa cidade que integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria de Artesanato e Artes Populares. A organização esteve a cargo da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco, liderada por Sónia Abreu.

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