O Presidente da República, António José Seguro, inaugurou, no passado sábado, dia 3 de outubro, as novas instalações da Creche de Nossa Senhora da Conceição, da Santa Casa da Misericórdia de Penamacor.
A cerimónia contou com a presença do provedor da instituição, João José Cunha, do Executivo da Câmara Municipal de Penamacor, da presidente da Assembleia Municipal, Valéria Gonçalves, do bispo da Diocese da Guarda, D. José Miguel Barata Pereira, do presidente da Câmara Municipal de Belmonte, António Luís Beites Soares, e da diretora do Centro Distrital da Segurança Social de Castelo Branco, Clara Ramos, entre representantes de várias instituições e juntas de freguesia do concelho.
As novas instalações representaram um investimento de cerca de um milhão de euros, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência, da Câmara Municipal de Penamacor e da Santa Casa da Misericórdia. A intervenção permitiu duplicar a capacidade da creche, que passou de 25 para 50 crianças.
A Santa Casa da Misericórdia de Penamacor assegura atualmente as valências de Creche, Pré-Escolar, Centro de Atividades de Tempos Livres e apoio domiciliário.
Durante a cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Penamacor, José Miguel Oliveira, destacou que a inauguração representa mais do que a abertura de um novo edifício, considerando-a um investimento nas pessoas e uma demonstração de confiança no futuro do concelho.
O autarca recordou que a Câmara Municipal investiu mais de 330 mil euros no projeto, numa decisão assumida pelo anterior Executivo e que, segundo afirmou, também teria sido tomada pelo atual, por considerar que apoiar a creche significa apoiar as famílias e criar melhores condições para quem vive, trabalha ou pretende construir o seu projeto de vida em Penamacor.
José Miguel Oliveira salientou ainda a importância da cooperação entre o Município, associações, empresas, juntas de freguesia e instituições sociais, considerando a Santa Casa da Misericórdia de Penamacor um exemplo do papel que estas entidades desempenham junto da comunidade.
No final da sua intervenção, o presidente da Câmara deixou uma mensagem dirigida ao Chefe de Estado, defendendo uma maior coesão territorial e melhores condições para as populações do interior.
“O interior não desiste e não queremos que os nossos territórios sejam definidos apenas pelos seus problemas. Queremos que sejam reconhecidos pelas suas capacidades, pelas suas instituições e pelas pessoas que todos os dias encontram soluções”, afirmou José Miguel Oliveira, defendendo um interior onde seja possível nascer, estudar, trabalhar, constituir família e envelhecer com dignidade.

