Implantologia ganha espaço entre pacientes mais jovens e população sénior em Castelo Branco

A implantologia tem vindo a ganhar maior expressão na reabilitação oral em Castelo Branco, tanto entre a população sénior como entre pacientes mais jovens que procuram soluções fixas para substituir dentes perdidos.

A médica dentista Alícia Infante, que exerce na Clinibeira há cerca de nove anos, acompanha esta evolução e tem direcionado progressivamente a sua formação para as áreas da cirurgia oral e da implantologia. Segundo a profissional, os implantes permitem substituir dentes ausentes através de estruturas colocadas no osso maxilar ou mandibular, que podem servir de suporte a coroas, pontes ou próteses.

“A grande vantagem dos implantes é que funcionam como um dente normal na cavidade oral”, explica Alícia Infante, destacando o conforto associado a uma solução fixa e a sua componente funcional e estética.

Apesar de este tipo de tratamento continuar a representar um investimento financeiro significativo, a médica dentista considera que a avaliação deve ter em conta a durabilidade, a manutenção e a possibilidade de proporcionar uma solução fixa ao paciente.

A procura também já não se limita às faixas etárias mais elevadas. Segundo Alícia Infante, são cada vez mais os pacientes jovens que recorrem à implantologia após a perda de um único dente, por motivos funcionais ou estéticos. Ainda assim, a indicação para a colocação de um implante depende sempre de uma avaliação clínica individual.

O receio da cirurgia continua a ser um dos principais obstáculos. A médica dentista considera, porém, que o diagnóstico, os exames e o planeamento prévio permitem preparar cada intervenção com maior segurança. “É muito mais fácil colocar um implante do que retirar um dente”, refere, salientando que cada procedimento é previamente estudado.

A recuperação pode variar de paciente para paciente, podendo surgir dor, inchaço, equimoses ou algum sangramento. O acompanhamento após a cirurgia deve, por isso, incluir recomendações individualizadas sobre alimentação, higiene e recuperação.

Alícia Infante alerta ainda para a ideia de que um implante fica garantido para toda a vida. “Há perda de dentes tal como há perda de implantes. Tudo requer a sua manutenção e o seu cuidado”, sublinha. O acompanhamento clínico e radiográfico regular, aliado à higiene oral diária, continua a ser determinante para a longevidade do tratamento.

A evolução tecnológica também tem permitido recorrer, em determinadas situações, a protocolos em que os dentes são removidos, os implantes são colocados e uma prótese provisória fixa é instalada no mesmo dia. Esta possibilidade depende, contudo, das condições clínicas, da quantidade e qualidade do osso e da estabilidade alcançada durante o procedimento.

Na área da cirurgia oral, Alícia Infante chama ainda a atenção para os dentes do siso, esclarecendo que nem todos necessitam de ser retirados. A decisão depende da posição do dente, do espaço existente, da capacidade de higienização e da eventual presença de dor ou inflamação.

Para a médica dentista, a prevenção continua a desempenhar um papel central. A escovagem regular, a higiene dos espaços entre os dentes e as consultas periódicas permitem identificar problemas numa fase inicial e reduzir a necessidade de tratamentos mais complexos.

Natural da região e com formação contínua em cirurgia e implantologia, Alícia Infante considera que também em Castelo Branco existe atualmente uma maior abertura para novas técnicas de reabilitação oral. “As pessoas começam a abrir mais os seus horizontes e a querer também coisas novas”, afirma.

A profissional defende, no entanto, que qualquer decisão deve começar por uma avaliação global do paciente e não apenas pela componente estética. “Eu não olho para as pessoas como uma cavidade oral, com dentes. Olho para a pessoa como um todo e o meu objetivo primordial é o bem-estar da pessoa”, conclui.

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